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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Sepultura: vídeo em inglês com Eloy Casagrande

Sepultura postou uma entrevista em vídeo com seu novo baterista, Eloy Casagrande (Ex-Glória, André Matos). Confira o vídeo de sete minutos abaixo (em inglês).
Sepultura fez seu primeiro show com Eloy em 25 de novembro, em Lichtenfels, Alemanha.
Casagrande se juntou ao Sepultura como substituto de Jean Dolabella, que deixou a banda por não poder mais lidar com o fato de ficar longe de casa por longos períodos de tempo.
Eloy um baterista-prodígio de 20 anos, de São Paulo, que venceu o concurso da Modern Drummer de “Baterista Desconhecido” na categoria adolescente, em 2006.
”Quando eu recebi o convite para me juntar ao Sepultura, fiquei em choque,” disse Casagrande, que nasceu em Santo André, em 29 de janeiro de 1991, mesmo ano em que o quarto álbum e clássico doSepultura, “Arise”, foi lançado. “Sou um fã da banda há anos; será uma honra tocar com eles.”
O guitarrista Andreas Kisser comentou: “Tenho certeza de que Eloy fará um ótimo trabalho com oSepultura. Ele já é um músico que mostra bastante força e técnica, embora seja jovem. Fizemos um ensaio com ele e foi fantástico; ele tocou o material antigo e o novo como se já fosse da banda há tempos. OSepultura mostrará ao mundo mais um talento brasileiro com as baquetas.”
Dolabella deixou o Sepultura após um período de cinco anos de inexoráveis turnês e dois álbuns de estúdio.
”O período que passamos com o Jean na banda foi bastante positivo,” acrescentou Kisser. “Nós gravamos dois ótimos álbuns juntos e fizemos vários shows que ficarão na história do Sepultura. Temos razões apenas para agradecê-lo por sua contribuição e energia por todos esses anos.”
Dollabella entreou no Sepultura em 2006, após a saída do baterista original da banda, Igor Cavalera.
Sepultura está em turnê de divulgação de seu 12º álbum, sendo o primeiro pela Nuclear Blast Records, “Kairos”, que chegou às lojas em julho.
Logo abaixo está a nova formação do Sepultura (da esquerda para a direita): Andreas Kisser (guitarras), Derrick Green (vocais), Paulo Xisto Pinto Jr. (Baixo) e Eloy Casagrande (bateria).
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Fonte desta matéria (em inglês): Blabbermouth.Net

AC/DC: Bon foi o melhor frontman do rock, diz ex-baixista

oe Daly, do The Nervous Breakdown, recentemente conduziu uma entrevista com o ex-baixista do AC/DC Mark Evans sobre o novo livro de Mark, "Dirty Deeds: My Life Inside/Outside AC/DC". Alguns trechos da conversa seguem abaixo.
The Nervous Breakdown: O seu novo livro "Dirty Deeds" foca no tempo que você passou no AC/DC mas cobre toda a sua vida. O que o levou a lançá-lo agora?
Mark Evans: Ao longo dos anos eu tenho sido abordado por editoras uma série de vezes para escrever algo assim, e obviamente seria uma coisa do AC/DC. Agora, com o que aconteceu comigo ao longo dos anos, pareceu o momento certo para sentar e fazer um balanço do que foi acontecendo. Eu precisava de mergulhar em alguma coisa e apenas me pareceu o momento certo para fazê-lo. Eu decidi sentar e escrever algumas histórias e ver o que acontece. Então o que eu fiz foi começar a escrever sobre alguns episódios da minha vida, coisas do AC/DC, e rapidamente se tornou evidente para mim que eu podia fazer isso - iria dar certo. Então eu mostrei para um escritor amigo meu chamado Peter FitzSimmons, que é um escritor muito respeitado aqui na Austrália e ele disse "Cara, você tem que fazer isso". Não que eu precisasse de alguém me aprovando, mas parecia ser a hora certa. Por outro lado ao longo dos anos muitas pessoas vinham até mim e falavam "Eu realmente gosto do material antigo do AC/DC. Como foi estar na banda? Como era o Bon?" Então para mim é uma maneira de retribuir todo o apoio que eu tive ao longo dos anos, porque os fãs do AC/DC e os fãs da minha música tem sido muito, muito legais como pessoas. Então é bom poder voltar e colocar as coisas na mesa após todo o apoio que eu tenho tido ao longo dos anos.
The Nervous Breakdown: Quando você se juntou ao AC/DC, parece que eles deixaram claro para você que eles estavam determinados a conquistar o mundo. Você acreditava que a banda seria capaz disso quando você se juntou a eles?
Mark Evans: Logo no início. Eu estava sendo deixado em casa por um dos roadies depois do meu primeiro ensaio com os caras, e ele basicamente disse: "Tem duas coisas que você tem que lembrar: Primeiro, essa é a banda do Malcolm (Young, guitarrista base) e segundo, nós estaremos no Reino Unido em 12 meses." E isso foi antes mesmo de fazer um show com a banda. Então foi colocado na mesa desde o início que a coisa estava avançando. Quando eu saí do carro após o roadie me dizer aquilo, ele poderia ter dito "Lembre-se que essa é a banda do Malcolm e nós vamos tocar na lua daqui a 12 meses". Mas não demorou muito para mim perceber, logo nas primeiras semanas, que aqueles caras estavam realmente falando sério, particularmente o Angus (Young, guitarra solo) e o Malcolm, eles pretendiam chegar ao topo. E você é infectado por isso. A visão do Angus e do Malcolm da banda, particularmente a visão do Malcolm, é que a banda é a banda, e que nós vamos fazer isso acontecer. O fracasso não era esperado, iria dar certo. E todos nós sabíamos que iríamos ter que trabalhar muito também, o que nós fizemos, mas não tem nada de errado com a ética de trabalho da banda. Foi incrível. Mas sim, se tornou claro para mim que a dominação do mundo era a única opção.
The Nervous Breakdown: Você tocou com Bon Scott. Como você o avalia entre os melhores frontmen do rock?
Mark Evans: Oh, o melhor. Ele é o medalhista de ouro, cara. Eu sou suspeito para falar, é claro, porque eu sabia como o Bon era. Eu conhecia o cara, sabe? Suas letras eram as melhores. Ele era um ótimo frontman. Quando ele estava no AC/DC, ele era muito mais o frontman. Eu acho que quando o Brian Johnson entrou na banda, ele ainda é o vocalista, mas eu acho que o Angus se focou mais como frontman, sabe? Quando era o Bon, o Bon era muito mais o frontman da banda. Angus era o seu coleguinha no palco - seu pequeno parceiro no crime. Eu acho que por causa de sua presença de palco e sua carisma, o Bon era muito mais o frontman. Mas como eu disse, eu sou suspeito porque eu conhecia o cara. Claro, ele poderia sair do controle e tal, mas o cara tinha maneiras impecáveis e tinha uma alma verdadeira. Eu acho, aliás eu não acho, eu sei que ele sentia uma responsabilidade muito grande e um dever para com a imagem de Bon Scott, que provavelmente o faria ir além de seu limite em determinadas ocasiões, sabe? Mas ele era um ótimo cara para trabalhar e tinha uma alma muito quente, e quando você olhava para ele, havia um "hard-rock'n'roller" mas no fundo havia também um hippie. Mas ele era um cara maravilhoso e eu sinto falta dele até hoje. Ele era um cara legal. E ele poderia ser durão se você o machucasse. Ele era um cara difícil. Ele tinha um coração sentimental, mas cara, se você fosse muito irritante, ele poderia até brigar. Ele poderia proteger a si mesmo e a um monte de pessoas ao seu redor.
fonte  Blabbermouth